A Prefeitura de São Paulo não vai adotar câmeras de monitoramento com inteligência artificial para autuar condutores sem cinto de segurança ou que usem celular ao volante por enquanto. A confirmação foi dada por Gilmar Miranda, secretário executivo municipal de Mobilidade e Trânsito de São Paulo, durante o Summit Futuro da Mobilidade 2026. De acordo com o secretário, o recurso tecnológico demonstra maior eficácia em malhas rodoviárias extensas do que em vias urbanas de alta densidade.1

Com a decisão, a fiscalização de trânsito na capital paulista permanece sob o modelo convencional por meio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da Polícia Militar. A CET atua como empresa de economia mista vinculada à administração municipal, sendo responsável pela gestão e fiscalização viária com base no Decreto Municipal 60.982/21 e no artigo 24 do Código de Trânsito Brasileiro.12

Diferente do meio urbano paulistano, esse tipo de monitoramento já está ativo em rodovias estaduais como o Rodoanel Mário Covas e a Rodovia Raposo Tavares, onde gerou 2.316 multas em um mês de operação, divididas entre 1.386 autuações por falta de cinto e 930 por manuseio de celular. Nesses sistemas, que também devem ser expandidos pela concessionária Ecovias para a Rodovia Castello Branco, as câmeras identificam possíveis infrações e repassam os registros para validação humana em uma central da Polícia Militar Rodoviária antes da emissão definitiva da penalidade.1