A colaboração entre a Silicon Quantum Computing (SQC) e a Schneider Electric avançou para a Fase 2 do programa governamental australiano Critical Technologies Challenge Program (Programa de Desafios em Tecnologias Críticas). A iniciativa obteve um aporte de A$ 3,6 milhões, equivalente a cerca de US$ 2,5 milhões, concedido pelo governo da Austrália para expandir os testes de integração entre computação quântica e inteligência artificial.
O investimento concedido à parceria integra um pacote governamental australiano mais amplo, avaliado em A$ 12,3 milhões e direcionado ao apoio de seis projetos focados em tecnologia quântica.
Ganhos de precisão e arquitetura híbrida
Durante a primeira fase da iniciativa, a junção de recursos quânticos com dados clássicos elevou a precisão média da previsão de demanda de energia para o dia seguinte em 20%, atingindo picos de até 41% ao longo de um período de 12 meses. O desenvolvimento do projeto inclui a colaboração acadêmica da Universidade de Nova Gales do Sul (UNSW Sydney).
O método adotado baseia-se em um modelo híbrido no qual o sistema Watermelon funciona como gerador de recursos quânticos para abastecer algoritmos clássicos de aprendizado de máquina da Schneider Electric. O Watermelon opera a partir de uma unidade de processamento quântico com precisão atômica em silício, estrutura que possibilita ciclos semanais de iteração no hardware.
Metas da fase demonstradora
Classificada como uma fase demonstradora, a Fase 2 tem como meta integrar o hardware quântico diretamente aos modelos de inteligência artificial, substituindo o formato de testes isolados em laboratório. O planejamento da nova etapa engloba a ampliação da modelagem para captar dados de consumo e geração de centenas de residências na Austrália.
A tecnologia visa lidar com a complexidade técnica de redes elétricas distribuídas, que reúnem geração solar em telhados, baterias residenciais e pontos de recarga para veículos elétricos. Segundo a CEO da SQC, Michelle Simmons, os resultados alcançados atestam a viabilidade prática do uso conjunto da computação quântica com unidades centrais de processamento (CPUs) e processadores gráficos (GPUs) convencionais em ambientes de produção.