O serviço de inteligência doméstico britânico MI5 emitiu um alerta público contra o financiamento de pesquisas no Reino Unido pelo Instituto de Pesquisa de Tecnologia Geral da China (CGTRI). Mais de 100 acadêmicos baseados em instituições britânicas contribuíram para projetos financiados pela organização asiática. Esta foi a primeira vez em que a agência civil, oficialmente designada Security Service e subordinada ao Ministério do Interior do Reino Unido, publicou um alerta desse tipo de forma independente.12
“O MI5 identificou que o principal objetivo do CGTRI é financiar pesquisas acadêmicas que melhoram diretamente a capacidade técnica do MSS para espionagem”MI51
Projetos estratégicos e elo com a inteligência chinesa
As investigações apontaram que o CGTRI mantinha relações estreitas com o Ministério da Segurança do Estado da China (MSS), agência civil de inteligência de Pequim descrita como uma das mais ativas do mundo e dotada de poderes policiais em seu país de origem. As pesquisas custeadas pela entidade chinesa concentraram-se em áreas tecnológicas avançadas, contemplando inteligência artificial, cibersegurança, esteganografia e sistemas de comunicação clandestina, com o intuito de ampliar a infraestrutura de espionagem do MSS.14
Orientação a universidades e sanções legais
Em resposta à atuação da entidade estrangeira em território britânico, o ministro da Segurança, Dan Jarvis, enviou comunicados formais aos dirigentes universitários do país orientando a interrupção imediata de quaisquer relações com o CGTRI. O governo do Reino Unido determinou ainda que pesquisadores que insistirem em colaborar com o instituto chinês ficarão sujeitos a processos sob a Lei de Segurança Nacional britânica de 2023.13