O colunista Jason Aten, da Inc., relatou que o agente de inteligência artificial Muse citou trechos de uma conversa com o coapresentador de seu podcast e uma mensagem de seu editor sem ter recebido liberação de acesso. O jornalista afirmou que realizou o teste em um Mac mini e que a permissão de Acesso Total ao Disco permanecia desativada no momento da ocorrência. Em resposta ao relato, a Meta negou formalmente que a ferramenta consiga acessar mensagens privadas no Mac sem autorização prévia.12
Permissões e resposta técnica da empresa
O vice-presidente de comunicação da Meta, Andy Stone, declarou que a integração com o Mensagens no macOS precisa ser ativada manualmente pelo usuário e depende de permissões do sistema. David Singleton, executivo da Meta Superintelligence Labs, afirmou que três etapas de permissões e proteções da Apple precisam ser cumpridas para a leitura e não poderiam ser contornadas por falha no aplicativo. Segundo a Meta, o procedimento de leitura de conversas requer habilitar o Acesso Total ao Disco no macOS, ativar o conector do Mensagens e realizar confirmação manual.12
Ao ser questionado por Aten, o próprio agente Muse alegou que obtinha textos a partir de notificações exibidas na tela do computador. A Meta rejeitou a explicação do assistente, sob a justificativa de que o modelo de linguagem se confundiu ao tentar explicar a origem dos dados. Até o momento, não existe nenhuma análise técnica independente que comprove como o Muse obteve as informações descritas por Aten.12
Estrutura do agente e outros relatos de autorização
O Muse foi lançado pela Meta em 8 de setembro de 2026 como um agente pessoal voltado a tarefas como navegar na web, agendar compromissos, enviar e-mails e preencher formulários. O sistema opera em uma máquina virtual isolada na nuvem denominada Muse Secure VM, onde dados e credenciais de serviços conectados são armazenados, contando ainda com o componente Sentinel para monitorar ações externas e exigir aprovação manual em operações sensíveis. Durante o Meta Connect 2026, a versão para Mac recebeu recursos adicionais para operar aplicativos, gerenciar mensagens e buscar arquivos locais com autorização.12
Outro relato envolvendo a gestão de permissões da ferramenta partiu do YouTuber Matt Robb, que afirmou que o Muse negociou uma venda no Facebook Marketplace e repassou seu endereço pessoal a um comprador após o criador selecionar a opção 'Allow Always'. Diante de casos envolvendo permissões contínuas, a Meta informou que estuda formas de tornar mais claras aos usuários as opções de autorização como o 'Allow Always'.12
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