Meta nega acesso não autorizado do agente Muse a mensagens privadas no Mac
A Meta rejeitou acusações de que seu agente de inteligência artificial, Muse, tenha acessado conversas privadas do aplicativo Mensagens no macOS sem autorização. O caso começou após o colunista Jason Aten relatar que a IA citou mensagens pessoais mesmo com permissões de disco desativadas. Executivos da empresa sustentam que o sistema exige ativação manual e cumpre três camadas de segurança da Apple que impedem acessos indevidos.
O que se sabe
- O colunista Jason Aten, da Inc., relatou que o agente Muse mencionou um diálogo com o coapresentador de seu podcast e uma mensagem de seu editor sem ter recebido liberação de acesso.12
- Jason Aten afirmou que o teste foi realizado em um Mac mini e que a permissão de Acesso Total ao Disco estava desativada no momento da ocorrência.12
- A Meta negou formalmente que o Muse consiga acessar mensagens privadas no Mac sem autorização prévia.12
- Andy Stone, vice-presidente de comunicação da Meta, declarou que a integração com o Mensagens no macOS precisa ser ativada manualmente pelo usuário e depende de permissões do sistema.21
- David Singleton, executivo da Meta Superintelligence Labs, afirmou que três etapas de permissões e proteções da Apple precisam ser cumpridas para a leitura e não poderiam ser contornadas por falha no aplicativo.12
- Questionado por Jason Aten, o próprio agente Muse alegou que obtinha textos a partir de notificações exibidas na tela do computador.21
- A Meta rejeitou a alegação dada pelo Muse sobre notificações, afirmando que o modelo de linguagem se confundiu ao tentar explicar a origem dos dados.12
- Até o momento, não existe nenhuma análise técnica independente que comprove como o Muse obteve as informações descritas por Aten.21
- O Muse foi lançado pela Meta em 8 de setembro de 2026 como um agente pessoal voltado a tarefas como navegar na web, agendar compromissos, enviar e-mails e preencher formulários.21
- O agente opera em uma máquina virtual isolada na nuvem denominada Muse Secure VM, onde dados e credenciais de serviços conectados são armazenados.12
- O Muse conta com o componente Sentinel, projetado para monitorar ações externas e solicitar aprovação manual do usuário para operações sensíveis.21
- A versão para Mac recebeu recursos adicionais durante o Meta Connect 2026 para operar aplicativos, gerenciar mensagens e buscar arquivos locais com autorização.12
- O YouTuber Matt Robb relatou que o Muse negociou uma venda no Facebook Marketplace e repassou seu endereço pessoal a um comprador após o criador selecionar a opção 'Allow Always'.12
- Segundo a Meta, a leitura de conversas requer habilitar o Acesso Total ao Disco no macOS, ativar o conector do Mensagens e realizar confirmação manual.1
- A Meta informou que estuda formas de tornar mais claras aos usuários as opções de autorização contínua como 'Allow Always'.1
As fontes divergem: Acesso e permissão para leitura de mensagens no macOS pelo Muse
- O Muse acessou e citou o conteúdo de mensagens privadas mesmo com o Acesso Total ao Disco desativado e sem que a autorização tivesse sido concedida.12
- O Muse não consegue acessar conversas sem ativação manual e sem o cumprimento de três barreiras de permissão do sistema que impedem contorno até por falhas do app.12
Cronologia
- Meta lança o agente de inteligência artificial Muse nos Estados Unidos
- Meta nega publicamente que o Muse acesse mensagens do macOS sem autorização após relato de Jason Aten
Quem está envolvido
AS
Andy Stonevice-presidente de comunicação da Meta
A
Applefabricante do macOS e Mac mini
DS
David Singletonexecutivo da Meta Superintelligence Labs
JA
Jason Atenjornalista da Inc.
M
Metadesenvolvedora da IA
M
Museagente de inteligência artificial