Uma pesquisa realizada pelo Gartner entre março e maio de 2026 com 297 líderes seniores de cibersegurança apontou que 41% dos diretores de segurança da informação (CISOs) registraram ao menos um incidente de engenharia social envolvendo deepfake em chamadas de áudio nos últimos 12 meses. O levantamento também identificou que 36% desses profissionais enfrentaram ocorrências com manipulações sintéticas em chamadas de vídeo durante o mesmo intervalo.1

O Gartner concluiu que a inteligência artificial expande o volume, o nível de personalização e a credibilidade dos ataques de engenharia social, o que compromete a eficiência dos métodos convencionais de proteção. Segundo o diretor analista do Gartner, Craig Porter, os autores de ameaças conseguem articular ataques combinando phishing, comprometimento de comunicações corporativas, mídias sintéticas e dados pessoais reunidos em múltiplos canais.1

As modalidades clássicas de ataque também mantêm índices elevados: 79% dos executivos relataram casos de phishing por e-mail, spear-phishing (phishing direcionado) ou comprometimento de e-mail corporativo nos últimos 12 meses, enquanto 58% constataram situações de vishing (fraudes por voz) ou smishing (fraudes por SMS). Diante desse cenário, a consultoria recomendou que os CISOs implementem treinamentos adaptativos de comportamento e verificação, reforcem processos de controle de identidade contra personificação e estruturem capacidades de detecção e resposta para conter incidentes gerados por inteligência artificial.1