A Advocacia-Geral da União (AGU) emprega sistemas de inteligência artificial para administrar cerca de 100 mil comunicações judiciais recebidas diariamente. Os detalhes operacionais foram divulgados pelo diretor de Inteligência Jurídica e Inovação da entidade, Claudio Braga, durante o Fórum Executivo do Setor Público AWS, realizado em Brasília.
O órgão conduz a fase final de testes para a aplicação de modelos de linguagem de grande porte (LLMs, na sigla em inglês) com 500 colaboradores, visando extrair informações essenciais e dar celeridade às rotinas jurídicas. A previsão é que, até o final de outubro, os integrantes da instituição tenham a opção de selecionar tecnologias como GPT, Claude, Gemini ou DeepSeek para a execução de suas tarefas.
“Estamos em final de testes com 500 pessoas. A ideia é que a LLM permita extrair os dados para agilizar o fluxo de trabalho”Claudio Braga1
Paralelamente à expansão tecnológica, a AGU designou um grupo responsável por monitorar e auditar os custos atrelados ao uso de tokens nas plataformas contratadas. A instituição também incentiva a criação descentralizada de projetos de IA agêntica conduzidos por equipes internas dedicadas a validar novas soluções.
“São as shadow TI, que nós apoiamos porque elas validam os produtos. Mas tudo ainda é ainda recente e temos muito para expandir”Claudio Braga1