O livro 'C’était ça ou mourir', de autoria de Thélyson Orélien, assumiu a primeira posição na categoria de romances da lista de best-sellers da NielsenIQ BookData/Livres Hebdo, superando obras de autores como Marc Levy e Agnès Martin-Lugand. Entre 21 e 27 de setembro, o romance comercializou 18.254 exemplares físicos, acelerando o ritmo em relação aos 12.506 volumes registrados na semana anterior.1
Desempenho de vendas e temática da obra
Com o avanço recente, o romance acumula cerca de 65.000 exemplares vendidos desde que chegou ao mercado, em meados de agosto. A história retratada em 'C’était ça ou mourir' acompanha os passos e as dificuldades da jornada de um migrante que viaja entre o Haiti e o Canadá.1
Acusações anônimas e reação da Academia Goncourt
A visibilidade da publicação coincide com a disseminação de questionamentos sobre a sua autoria. Uma conta anônima no X publicou mensagens acusando Thélyson Orélien de produzir o romance quase em sua totalidade com ferramentas de inteligência artificial. Paralelamente, vieram à tona acusações de plágio direcionadas a publicações feitas pelo autor há mais de dez anos no Canadá. Como reflexo do caso, a Academia Goncourt retirou o título da lista de indicados ao prêmio literário deste ano.1
Resposta de Thélyson Orélien
Com 38 anos e dupla nacionalidade canadense e haitiana, Orélien negou ter recorrido à inteligência artificial para compor o livro. Em contato com a AFP, o escritor declarou que está disposto a fazer novos pronunciamentos públicos no momento em que as tensões em torno do assunto diminuírem.1