Um estudo conduzido pela Anthropic por meio do modelo de inteligência artificial Claude aponta que os robôs já têm capacidade técnica para executar 74% das tarefas físicas no mercado de trabalho dos Estados Unidos, o que corresponde a 34% da jornada de trabalho. Apesar desse potencial operacional, apenas 0,3% das atividades analisadas são competitivas em custo quando operadas por máquinas em vez de trabalhadores humanos.1

A Anthropic estima que serão necessários cerca de 40 anos para que os robôs alcancem competitividade de custo em 10% das tarefas, considerando a manutenção da tendência histórica de queda de preços. Embora as máquinas ganhem a capacidade de realizar cerca de 2% do trabalho físico anteriormente inacessível a cada ano, limitações próprias de destreza e manipulação ainda travam o emprego de robôs em aproximadamente 70% das atividades físicas avaliadas.1

As exigências de infraestrutura também restringem a operação: 23% das tarefas demandam ambientes construídos especificamente para máquinas, 10% dependem de locais humanos estruturados e somente 1% pode ser conduzida em espaços imprevisíveis e não estruturados. Os postos mais expostos reúnem trabalhadores de armazéns e motoristas, grupo caracterizado por maioria masculina, menor escolaridade e salários mais baixos, enquanto profissionais de reparos gerais e de enfermagem estão entre os menos atingidos. Ao incluir modelos de linguagem (LLMs) no cálculo, cerca de 80% das tarefas, sob o critério de tempo trabalhado, ficam expostas a essas tecnologias.1